Projeto CE-DOHS
Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão


FAPESB, Processo 5566/2010/Consepe: 202/2010

Coordenação:

Zenaide de Oliveira Novais Carneiro
(UEFS/Fapesb/CNPq)

Mariana Fagundes de Oliveira Lacerda
(UEFS/Fapesb)

Feira de Santana - BA, Brasil

Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão [ CE-DOHS ]

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Corpus Compartilhado Diacrônico – Manuscritos (PHPB-BA/Tycho Brahe/PROHPOR)

Os documentos estão editados em XML, utilizando a ferramenta eDictor (desenvolvida por Pablo Faria, Fábio Kepler e Maria Clara Paixão de Sousa). Essa tecnologia de edição digital foi inspirada no Corpus Histórico do Português Tycho Brahe, coordenado por Charlotte Galves.

Amostra/Edição fac-similada (período) Corpus
Carta do escrivão e fidalgo português Pero Vaz de Caminha (nascido em 1450)
Carta que Pero Vaz de Caminha escreveu ao desembarcar na Ilha de Vera Cruz, comunicando ao rei de Portugal a descoberta de novas terras, discorrendo sobre as características dos seus habitantes e os acontecimentos da viagem feita por Cabral e sua frota, entre outros fatos. Datada de 1º de maio de 1500, foi enviada de Porto Seguro, Bahia. Permaneceu no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, tendo sido publicada em 1817 pelo padre Manuel Aires de Casal. A edição considerada é a de J. A. Cortesão, de 1943. (ver mais)
Governadores e outros escreventes: correspondências de fidalgos portugueses e seus contemporâneos (nascidos a partir de 1503)
Cartas de governadores-gerais do Brasil e alguns contemporâneos, nascidos em Portugal e que tiveram forte influência na política colonial, sobretudo na relação da colônia com os grupos indígenas e nos primeiros passos das atividades de mineração na América Portuguesa. Compõem o acervo os escritos dos seguintes portugueses: Tomé de Sousa (governador-geral entre 1548 e 1553), Duarte da Costa Casemiro (governador-geral entre 1553-1558), Álvaro da Costa (filho de Duarte da Costa e donatário da Capitania Paraguaçu), Jorge Fernandes (médico do governo de Salvador, na década de 1550), Luís Dias (Luyz Dyaz), (Mestre da Fortaleza e Obras de Salvador, a partir de 1550), como as cartas trocadas com o mestre de obras Miguel de Arruda, seu supervisor e com o próprio rei D. João III) Mem de Sá (governador-geral entre 1558 e 1572), Francisco Frias de Mesquita (engenheiro-mor das partes do Estado do Brasil no início do século XVII), Gaspar de Sousa (governador-geral entre 1612 e 1617) e Roque da Costa Barreto (governador-geral entre 1677-1682), entre outros escreventes portugueses do período colonial. (ver mais)
Documentos históricos do Arquivo Municipal: Série atas da Câmara Municipal de Salvador e cartas do Senado a sua Majestade – (escreventes portugueses nascidos a partir de 1580)
Minutas das reuniões do Conselho Municipal de Salvador, publicadas em 7 volumes (1941-1969). Com exceção do volume 1 – cópia do século XIX –, os demais trazem edições de atas autênticas. Os volumes são: Volume 1 (1638-1673); Volume 2 (1673-1684); Volume 3 (1684-1692 ); Volume 4 (1693-1698); Volume 5 (1699-1710) e Volume 6 (1710-1730). Adicionalmente, estão previstas edições também dos volumes das minutas das Atas da Câmara, escritas entre 1625 e 1775. Esse conjunto de Atas se divide em onze volumes: Volume 1 (1625-1641); Volume 2 (1641-1649); Volume 3 (1649-1659); Volume 4 (1659-1669); Volume 5 (1669-1684); Volume 6 (1684-1700); Volume 7 (1700-1718); Volume 8 (1718-1731); Volume 9 (1731-1750); Volume 10 (1751-1765) e Volume 11 (1765-1775). (ver mais)
Indígenas integrados e mamelucos (nascidos a partir de 1580)
Documentos escritos por indígenas integrados que ocupam uma posição relativamente alta na sociedade colonial de sua época, podendo ser intérpretes de padres; e há as meirinhas, indígenas catequizadas que eram responsáveis por incentivar e fiscalizar a presença de outros indígenas nas igrejas dos jesuítas, como Maria da Rosa (índia nascida em Pernambuco) e Antônia Potiguar (meirinha da Lagoa de Guaraíras, no atual Rio Grande do Norte). Esse é um campo de expansão, em busca de uma escrita de indígena. (ver mais)
Documentos de mamelucos - Tomo I
Documentos escritos por mamelucos, filhos (legítimos ou bastardos) de portugueses e índias ou mamelucas durante o século XVII. Compõem o acervo as Cartas escritas por Lourenço de Brito Correa – bisneto de Diogo Alves, o Caramuru – e os documentos escritos por Guedes de Brito. Eram senhores de terra, de origem mameluca, com grande influência política na sociedade da época. Além disso, fazem parte desse acervo os documentos escritos por Mestres de campo, bandeirantes paulistas e sertanistas mamelucos, como Manuel Álvares de Morais Navarro, José Morais Navarro e Domingos Jorge Velho. (ver mais)
Documentos de mamelucos - Tomo II
Documentos escritos por mamelucos que, por diferentes motivos, foram processados pela Inquisição Portuguesa, principalmente pela manutenção de costumes antigos e opostos aos que se denominava de civilização, na época. Um escrevente pertencente a esse acervo é Adrião Ferreira, mameluco processado por escrever e vender cartas de tocar. (ver mais)
Dos possíveis documentos de indígenas gerados na implantação da política pombalina: fase de prospecção
Acervo composto por documentos que evidenciam escrita indígenas em contextos de regras e diversas situações, sobretudo no âmbito da evangelização. Compõe o acervo, ainda em fase de prospecção, assinaturas de indígenas moradores nos aldeamentos dos sertões de Rodelas, como as assinaturas encontradas na documentação fornecida por Fabrício Lyrio dos Santos, coletada no APEB (Maço 603. Seção Colonial – Índios. Caderno 28. Petição dos Índios da Vila Nova de Abrantes reivindicando as Terras da Capivara. Junho 1759), relatada em Carneiro (2009). (ver mais)
Documentos Históricos do Arquivo Municipal: Série Atas da Câmara Municipal de Salvador e Cartas do Senado a sua Majestade – (escreventes brasileiros – 1625-1750)
Minutas das reuniões do Conselho Municipal de Salvador, publicadas em 7 volumes (1941-1969).. Esse conjunto de Atas se divide em onze volumes: Volume 1 (1625-1641); Volume 2 (1641-1649); Volume 3 (1649-1659); Volume 4 (1659-1669); Volume 5 (1669-1684); Volume 6 (1684-1700); Volume 7 (1700-1718); Volume 8 (1718-1731); Volume 9 (1731-1750); Volume 10 (1751-1765) e Volume 11 (1765-1775). (ver mais)
Acervo da Família Vieira Ravasco Acervo da Família Vieira Ravasco e Matos Guerra, ramos brasileiros e seus contemporâneos
Documentos notariais escritos no século XVII por Bernardo Vieira Ravasco (brasileiro), irmão de Padre Vieira e secretário do Estado do Brasil, e, no século seguinte, por seu filho, Gonçalo Ravasco Cavalcante de Albuquerque (brasileiro), também secretário do Estado do Brasil. Além da escrita dos irmãos baianos Eusébio de Matos Guerra (1629-1692) e Gregório de Mattos Guerra (1636-1696) e outros familiares e contemporâneos. São, ao todo, mais de 100 documentos (cópias e originais) da esfera administrativa, com mais de dez gêneros textuais diferentes, tais como atestados, ofícios, cartas, memórias, listas, extratos, relações, alvarás e provisões, escritos entre 1646 e 1725. Os manuscritos encontram-se fisicamente no Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, e foram digitalizados pelo Projeto Resgate Barão do Rio Branco, no final do século XX.  (ver mais)
Documentos avulsos de brancos da elite portuguesa (alferes, capitães e outros)
Cartas escritas por indivíduos brancos, nascidos no Brasil, durante o período colonial. Os escreventes são: André Vidal de Negreiros, nascido na Paraíba, em 1620; Capitão Teodósio da Rocha, nascido na Bahia, no final da primeira metade do século XVII; Bernardo Vieyra de Mello, nascido em Pernambuco, em 1658 (ambos sertanistas); e João Moraes Montesinhos, nascido na Bahia, na segunda metade do século XVII, entre outros escreventes. (ver mais)
Documentos relacionados à Feira do Capuame: Acervo da Família Ferrão Castelo Branco - Academia Brasílica dos Esquecidos (1724-1725); da Academia Brasílica dos Renascidos (1759), dossiê dos índios e outros
Rascunhos de cartas, em edição fac-similar, escritos na Bahia, a partir de 1742, por Antônio Gomes Ferrão Castelo Branco, brasileiro, Sargento-Mor, senhor do engenho Mombaça e herdeiro do solar do Unhão. Essas cartas – dirigidas a familiares e representantes da elite do Brasil – estão depositadas na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo. O livro contém 227 fólios. Além disso, incluem-se, nesse acervo, documentos escritos por Maria Cardozo de Oliveira, mãe de Antônio Gomes Ferrão Castelo Branco, que, após a morte de seu esposo, fez ela mesma o inventário de bens. Correspondências dirigidas aos acadêmicos da Academia Brasílica dos Esquecidos (1724-1725), da Academia Brasílica dos Renascidos (1759-1800) – a exemplo daquelas dirigidas ao secretário Antônio Gomes Ferrão Castello Branco –, e documentos diversos dessa Academia (Século XVIII), além de documentos relacionadas a aldeamentos e outros. (ver mais)
Acervo “Homens de Caminho”
Documentos que fazem parte da compilação feita por Isnara Pereira Ivo, em sua tese de doutorado, defendida em 2009, intitulada Homens de caminho: trânsitos, comércio e cores nos sertões da América portuguesa (Século XVIII). Foram selecionadas para edição cartas escritas por brasileiros de origem branca, no Sertão da Ressaca, que faz fronteira com o norte da Capitania de Minas Gerais e o Alto Sertão da Bahia, na Vila de Rio de Contas. (ver mais)
Série Visitações da Inquisição Portuguesa (nascidos de 1591 a 1769): Cartas de Tocar e Outros Escritos Anexos aos Processos
Documentos anexos aos processos inquisitoriais, durante as Visitações da Inquisição Portuguesa (1591-1595; 1618-1620 1618; 1763-1769), resultantes de crimes de heresia, gentilidades, judaísmo, sodomia, blasfêmia, bigamia, luteranismo, entre outros, envolvendo mamelucos, lavradores, alfaiates, nobres, clérigos, ciganos, mestiços, carpinteiros, doutores, estudantes, escravos, forros e índios. (ver mais)
Escrita de Pretos e Pardos (nascidos a partir de 1680)
Documentos escritos por pretos e pardos entre os séculos XVII e XVIII, em sua grande maioria por Henrique Dias e seus familiares (Pedro de Val, Benta Henriques e Amaro Cardigo). Henrique Dias – negro liberto – foi um militar brasileiro que, em virtude de sua brava participação nas Guerras Holandesas, tornou-se mestre-de-campo e cavaleiro da Ordem de Cristo. Há, também, documentos de Matias Vidal Negreiros, filho do governador do Maranhão André Vidal Negreiros. (ver mais)
Atas de africanos libertos e descendentes nascidos no Brasil: Série (nascidos a partir de 1750)
Edição das atas de reuniões da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), da Irmandade de Nossa Senhora da Soledade Amparo dos Desvalidos de africanos libertos em Salvador em 1832, realizada por Klebson Oliveira, em sua dissertação de mestrado, intitulada Textos escritos por africanos e afrodescendentes na Bahia do século XIX: fontes do nosso latim vulgar? (2003), e em sua tese, defendida em 2006, intitulada Negros e escrita no Brasil do século XIX: sócio-história, edição filológica de documentos e estudo linguístico. É um raro acervo de escrita de africanos e foros brasileiros; talvez seja o mais raro entre os já localizados por um historiador do português brasileiro. Parte desse acervo encontra-se disponível no Corpus Histórico do Português Tycho Brahe, http://www.tycho.iel.unicamp.br/corpus, nos acervos Atas de Africanos http://www.tycho.iel.unicamp.br/corpus/texts/xml/va_003 e Atas de Brasileiros: http://www.tycho.iel.unicamp.br/corpus/texts/xml/va_002. (ver mais)
Livros de Fazenda: Livro do Gado e Livro de Razão
Edição fac-similar e semidiplomática composta por dois livros – um de 57 folhas, o “Livro do Gado”, e o outro de 195 folhas, o “Livro de Razão” – que têm idêntico aspecto e formato, medindo 30 e meio centímetros de altura por 21 de largura. O “Livro do Gado” e o “Livro de Razão” foram escritos por três gerações e guardados pela quarta e pelas seguintes gerações. Escreveram nos livros o português Miguel Lourenço, o primeiro senhor do “Brejo”, de 1755 a 1785, seu genro, o brasileiro Antônio Pinheiro Pinto, de 1794 a 1822, e seu neto, também brasileiro, Inocêncio Pinheiro Canguçu, de 1822 a 1832. O bisneto de Miguel Lourenço, o brasileiro Exupério Pinheiro Canguçu, último senhor do “Brejo”, não escreveu nos livros. Esses livros estão sob a guarda de Lycurgo dos Santos Neto, em Campinas, São Paulo. (ver mais)
Documentos avulsos de Exupério Pinheiro Canguçu
Atas das Sessões do Conselho Municipal de Recursos e Registro de Títulos e Licenças (4 fólios), do município de Caetité, Bahia. Esses fólios, inéditos, foram escritos por Exupério Pinheiro Canguçu (1820-1900), o quarto e último senhor da Fazenda do Brejo do Campo Seco, à época Juiz Municipal de Caetité (1850). Os fólios apresentam ao Presidente da Província da Bahia – na ocasião o Desembargador Conselheiro Francisco Gonçalves Martins – informações sobre atividades de rotina do Juiz Municipal, bem como prestação de contas. Tendo em vista a intensa atividade política e jurídica exercida por Exupério Canguçu no Sertão baiano oitocentista, cogita-se que haja outros documentos, em quantidade e variedade de gênero, a serem encontrados. (ver mais)
Documentos Doados a Gilberto Freyre
Documentos que fazem parte do acervo do Sobrado do Brejo do Campo Seco. São inventários, testamentos, queixas-crime, escrituras de compra e venda, jornais, cartas e outros. Parte deles trata-se de uma doação a Gilberto Freyre, como atesta Lycurgo Santos Filho (1956; 2012) na introdução do livro Uma comunidade rural do Brasil antigo. (ver mais)
Documentos relacionados à Feira do Capuame – Tomo I (nascidos a partir de 1730)
Documentos escritos por mamelucos, filhos (legítimos ou bastardos) de portugueses e índias ou mamelucas durante o século XVII. Compõem o acervo as Cartas escritas por Lourenço de Brito Correa – bisneto de Diogo Alves, o Caramuru – e os documentos escritos por Guedes de Brito. Eram senhores de terra, de origem mameluca, com grande influência política na sociedade da época. Além disso, fazem parte desse acervo os documentos escritos por Mestres de campo, bandeirantes paulistas e sertanistas mamelucos, como Manuel Álvares de Morais Navarro, José Morais Navarro e Domingos Jorge Velho. (ver mais)
Acervo dos “Homens de Caminho” - Tomo II (nascidos a partir de 1730)
Documentos que fazem parte da compilação feita por Isnara Pereira Ivo, em sua tese de doutorado, defendida em 2009, intitulada Homens de caminho: trânsitos, comércio e cores nos sertões da América portuguesa (Século XVIII). A pesquisa apresenta um estudo detalhado dos chamados “homens de Caminho”, que transitavam nos sertões, comerciando e trocando mercadorias, durante o século XVIII, quando do processo de interiorização luso-brasileira. Foram selecionadas para edição cartas escritas por brasileiros de origem mestiça e descendente, no Sertão da Ressaca, que faz fronteira com o norte da Capitania de Minas Gerais e o Alto Sertão da Bahia, na Vila de Rio de Contas. (ver mais)
 
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Projeto Vozes do Sertão em Dados: história, povos e formação do português brasileiro (CNPq. Processo 401433/2009-9/Consepe: 102/2009) (acessar)